Neste ano foram defendidas 4 teses.

Útlima atualização 09/05/2017

Abreu, M.T.T.V.

Título: O processo de referenciação e a construção do texto argumentativo

Orientadora: Vera Lucia Paredes da Silva Páginas: 180


Resumo da Tese

Linha de pesquisa: Mecanismos Funcionais do Uso da Língua

Este estudo visa a investigar a concatenação de verbo e complemento em sentenças cuja interpretação depende de relações estabelecidas em diversos módulos cognitivos, organizados nesse trabalho em um contínuo que vai do mais intimamente lingüístico ao não lingüístico. O estudo dos módulos foi feito a partir de dois protocolos experimentais para extração de dois tipos de dados: aquisição por crianças e potencial relacionado a evento (Event-Related Brain Potential – ERP) em adultos. Em última análise, os dados processados lançam luz sobre relevantes diferenças neuropsicológicas das concatenações estudadas, relacionando-as a seis tipos diferentes de computações cognitivas: Computações lingüísticas do tipo locais, à distancia e por deslocamento e computações não lingüísticas de Pragmática, conhecimento de mundo e Teoria da Mente.

França, A.I.

Título: Concatenações linguisticas: estudos de diferentes módulos cognitivos na aquisição e no cortex

Orientadora: Miriam Lemle Páginas: 235


Resumo da Tese

Linha de pesquisa: Léxico e Gramática na Teoria Gerativa

Este estudo tem por objetivo geral investigar a flutuação de sentido quantidade-qualidade licenciada pelo uso de construtos binominais do tipo SN1 de SN2, como xícara de chá, no Português do Brasil. A pesquisa é baseada na perspectiva teórica da Linguística Funcional Centrada no Uso(BYBEE, 2010; BARLOW E KEMMER, 2000; TOMASELLO, 2003, TRAUGOTT, 2008), que apresenta algumas premissas: (i) assume que a gramática é proveniente do discurso e (ii) considera que linguagem é parte cognição. Esta pesquisa busca descrever as propriedades morfossintáticas, semântico-pragmáticas e cognitivas dos usos das construções que favorecem uma leitura ora qualitativa, ora quantitativa no que se refere à relação entre SN1 e SN2. A hipótese que guia o estudo é a de que as estruturas binominais podem ser tratadas em termos de construções gramaticais.
Com base na análise dos dados, foi possível estabelecer os fatores semânticos e formais que favorecem cada uma das leituras. Em relação ao tipo de verbo, percebemos uma tendência de os verbos materiais ligarem-se aos construtos qualitativos e quantitativos. No que tange ao elemento à esquerda de SN1, constatamos que o numeral associa-se frequentemente à leitura quantitativa, já os artigos indefinidos e definidos restringiram-se a anteceder construtos com leitura qualitativa. Comprovamos, com a análise, que a ausência de modificador após SN2 foi mais frequente tanto na leitura qualitativa, quanto na leitura quantitativa. Assim, postulamos uma configuração prototípica dos construtos com leitura qualitativa e daqueles com leitura quantitativa.

Bernardo, S.P.

Título: Foco e ponto de vista da conversa informal: uma abordagem sóciocognitiva

Orientadora: Anthony Julius Naro Páginas: 221


Resumo da Tese

Linha de pesquisa: Mecanismos Funcionais do Uso da Língua

Nesta tese, são levantadas manifestações lingüísticas que assinalam o foco e o ponto de vista numa conversa informal. Norteia o presente estudo a hipótese de que as mudanças de foco e de ponto de vista, gerenciadas pelos participantes da interação orientam a construção do discurso conversacional como um projeto conjunto. Postula-se uma relação estreita entre foco e ponto de vista através do conceito de enquadre perceptual, o qual compreende percepção e conceptualização, fornecendo, assim, o alinhamento para a construção conjunta da conversa. Entre as marcas elencadas como sinalizadoras dos espaços foco e ponto de vista, encontram-se: marcadores discursivos, expressões prefaciadoras, tempos verbais, advérbios e pronomes pessoais. Separaram partes da concepção de que a gramática é fruto da interação e da cognição tomando como pressupostos teóricos a teoria dos espaços mentais, os postulados de Clark (1996) e de Tomasello (1999), reunidos em um modelo para análise de conversa informal fundamentado em uma abordagem sóciocognitiva.

Santos, D.V.

Título: Estudos de línguas de sinais: um contexto para a análise da língua brasileira de sinais (Libras)

Orientadora: Miriam Lemle Páginas: 365


Resumo da Tese

Linha de pesquisa: Léxico e Gramática na Teoria Gerativa

Este trabalho apresenta uma revisão dos estudos sobre línguas de sinais com o principal objetivo de reunir várias questões teóricas para criar contextos para a análise da língua brasileira de sinais. No nível fonológico, ele captura o desenvolvimento a partir da abordagem simultânea das unidades sub-lexicais dos sinais até a abordagem linear e autosegmental. No nível morfossintático, ele descreve uma gramática que usa a dimensão do espaço em frente do corpo do sinalizador para formar sinais e construções. São identificadas propriedades distintivas na estrutura morfológica das línguas de sinais, bem como as diferenças nas propriedades combinatórias em relação às línguas orais. O uso do movimento tem a função de fornecer informação sobre o relacionamento dos verbos com seus argumentos, tais como a noção de pessoa e número. Outras propriedades típicas do movimento são a configuração de mão nos predicados classificadores e a noção de aspecto incorporada ao movimento. Considera-se o papel do rosto e do corpo nos diferentes tipos de sentenças. Discutem-se alguns sistemas de transcrição, o desenvolvimento de um sistema de escrita das línguas de sinais e formas de criar novos elementos no léxico.