Neste ano foram defendidas 14 dissertações.

Útlima atualização 08/05/2017

Julia Scamparini Ferreira

Título: A interpretação sociocognitiva dos dêiticos no discurso

Orientador: Profa. Dra. Lilian Vieira Ferrari Páginas: 133


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Esta dissertação enfoca o fenômeno da dêixis no Português Brasileiro sob a perspectiva da teoria dos espaços mentais. Argumenta-se que aspectos polissêmicos dos dêiticos podem ser explicados com base em processos cognitivos de mesclagem que envolvem o ground dêitico prototípico e grounds alternativos de diferentes tipos. Dentre as vantagens da análise proposta, destaca-se a explicação unificada do significado dos dêiticos de pessoa (nós), lugar (aqui) e tempo (hoje) que ocorrem no mesmo espaço-mescla.

Fernanda Abreu e Silva Alencar

Título: Construções apositivas: uma instanciação da relação semântica de elaboração

Orientador: Marcus Maia Páginas: 121


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Com base nos pressupostos teóricos do paradigma funcionalista, discutimos a relação semântica de elaboração (HALLIDAY, 1994), focalizando as construções apositivas. O objetivo desta investigação é analisar as correlações existentes entre as construções apositivas nas modalidades de fala e de escrita e fatores como o processo de vinculação (parataxe e hipotaxe) e o predicado verbal da primeira oração. Os resultados obtidos confirmam que há variações dentro de cada modalidade de fala e de escrita, formando um continuum que vai da fala casual à escrita formal (KATO,1995). Os resultados também demonstram a correlação entre modalidade e grau de formalidade por um lado e tipo de aposição por outro.

Natália Lopes Ramos Maia

Título:Uma visão metodológica dos estudos de caso em contraponto aos estudos de grupo em neurolingüística

Orientador:Celso Vieira Novaes Páginas: 72


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Esta dissertação tem como principal objetivo analisar as diferenças e semelhanças encontradas quando nos deparamos com dois tipos distintos de análise: caso e grupo. Para tanto foi aplicado um teste de relacionamento figura-sentença, considerado um teste de compreensão, em indivíduos afásicos de Broca, tendo como base os fenômenos lingüísticos Tempo e Aspecto. Com base nos resultados que serão apresentados nesta dissertação, esperamos demonstrar a relevância dos dois tipos de análise em afasiologia lingüística

Vanessa Santos da Nóbrega

Título:Gramaticalização entre Cáusulas na fala e na escrita de escolares disléxicos

Orientador:Mário Eduardo MartelottaPáginas: 83


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Este trabalho visa estabelecer uma relação entre gramaticalização de cláusulas e desempenho oral e textual. Realizou-se um estudo comparativo entre as produções orais e textuais de dois grupos: disléxicos e escolares com desenvolvimento normal de aprendizagem, quanto ao nível de complexidade sintática das cláusulas produzidas. Os resultados da análise demonstram que os disléxicos são inferiores quanto ao número e tipo de cláusula produzida em relação ao grupo controle. Ocorre um aumento na produção de cláusulas mais gramaticalizadas conforme o aumento do nível de escolaridade.

Pâmella Alves Pereira

Título:Para uma distinção entre radical e prefixo: será não-composto um composto ou um derivado

Orientador: Maria Carlota Amaral Paixão RosaPáginas: 80


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Este trabalho propõe uma distinção entre os processos morfológicos de derivação prefixal e composição, seguindo a proposta teórica de Matthews (1991) para a caracterização da estrutura interna do lexema. Para isso foram analisados os elementos mal, não e contra, em exemplos como MALFERIDO, NÃO-ALINHADO E CONTRA-REVOLUÇÃO.Em princípio, a julgar apenas pelas definições encontráveis na literatura, distinguir ambos os processos não seria tarefa das mais difíceis. No entanto, entre gramáticos e lingüistas não há consenso em relação à distinção entre prefixação e composição, uma vez que elementos como não, mal e contra, quando em exemplos como os citados anteriormente, são considerados, por vezes, parte de formações derivadas, e outras vezes são tidos como parte de formações compostas.Os resultados da análise de formações com os elementos negativos mal, não e contra mostraram que argumentos de âmbitos fonológico e semântico não foram suficientes para distinguir composição e derivação prefixal. Em termos morfológicos, tais formas foram classificadas como radicais, e não prefixos. As palavras MALFERIDO, NÃO-ALINHADO e CONTRA-REVOLUÇÃO foram analisadas como formações compostas, e não como derivadas. Palavras-chave: radical; prefixo; composição; derivação

Maria Cristina Pontes Vieira

Título:A emergência do padrão flexional de 3ª pessoa do plural na aquisição de PB como L1

Orientador:Christina Abreu Gomes Páginas: 120


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O objetivo da pesquisa de mestrado é investigar a emergência dos padrões flexionais de 1ª e 3ª pessoa do plural, que constitui uma variável sociolingüística no português brasileiro, na aquisição do PB. O trabalho baseia-se nos seguintes pressupostos: a) a variação lingüística é inerente ao sistema, conforme postulado no modelo variacionista laboviano (cf. WEINREICH, LABOV, HERZOG, 1968); b) a aquisição da variação faz parte do processo aquisitivo (cf. CHAMBERS, 1995, ROBERTS, 2002); c) formas regulares e irregulares estão representadas no léxico, organizadas de forma multidimensional em função das similaridades fonéticas e semânticas (cf. PIERREHUMBERT, 1994; BYBEE, 2001). Os dados foram coletados da amostra AQUIVAR/UFRJ, constituída por crianças de 1;11 a 5;0 nascidas no Rio de Janeiro. Os resultados preliminares indicam uma alta produtividade da forma a gente; a forma –mos aparece de forma cristalizada, não sendo produtiva aos cinco anos de idade; e a aquisição da realização variável da marca de 3ª pessoa do plural é gradual e parece refletir a variação socialmente estruturada do input.

Roberto Freitas Júnior

Título: Reflexos pragmático-discursivos da L1 na aquisição de inglês como L2: um estudo sobre o uso da cláusula VS

Orientador:Maria Maura Cezario Páginas: 128


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Nesta pesquisa de orientação funcional desenvolveu-se uma análise sobre a transferência de uma estratégia pragmático-discursiva proveniente do PB como L1 para a aquisição de inglês como L2 escrito, a saber, o uso da ordenação verbo-sujeito (VS). A base teórica adotada para seu desenvolvimento parte dos estudos funcionalistas de Naro e Votre (1989) e Pezatti (1994), segundo os quais, o uso de VS no discurso narrativo em PB é motivado a ser organizado no plano de fundo, por serem cláusulas de baixa transitividade que têm função de introduzir informação nova no discurso. Através de dados retirados de testes de julgamento de gramaticalidade (TJG) e redações aplicadas a 255 alunos distribuídos em três ciclos de aprendizagem – básico, intermediário e avançado – buscamos verificar se a natureza pragmático-discursiva de VS em PB influenciaria a aquisição de inglês como L2, língua cuja ordem canônica é a sujeito-verbo (SV). Para tal, foi verificada a aceitabilidade da ordem em 8 cláusulas dos TJG e extraídas 37 ocorrências de uso de VS com verbos intransitivos não existenciais e verbos cópula das redações. A partir da Hipótese de Transitividade de Hopper e Thompson (1980), percebemos que orações de transitividade mais altas eram mais rejeitadas nos testes de aceitabilidade e que as ocorrências reais de VS nas redações também representavam cláusulas de transitividade mais baixa que seguiam o Princípio da Tensão Baixa, favorecendo as hipóteses de Naro e Votre (1999) e Pezatti (1994) quanto ao uso prototípico de VS, além de favorecer a hipótese principal desta pesquisa sobre a transferência desta estratégia discursiva na aquisição da língua-alvo. Os resultados também convergiram para os estudos de Givón (1979) sobre a passagem do modo pragmático de comunicação para o sintático ao longo do processo de aquisição de L2, visto que alunos de níveis avançados apresentaram uso mais sistemático da ordem SV em contextos que figurariam possíveis usos de VS na língua materna.

Mariana Gonçalves Barbosa

Título: Gramaticalização de advérbios a partir de adjetivos: um estudo sobre os adjetivos adverbializados

Orientador:Mário Eduardo Martelotta Páginas: 104


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Analisamos, neste trabalho, adjetivos que, em contexto sintático-semântico típico de predicativo, permanecem invariáveis, apresentando comportamento adverbial. Nossa proposta é descrever as características do chamado adjetivo adverbializado, à luz de uma abordagem funcional, e mostrar que há, nesse caso, indícios de um processo de gramaticalização. Para tal, observamos a ocorrência do fenômeno na fala carioca através dos corpora do Projeto Discurso & Gramática e do Projeto NURC-RJ. Os exemplos catalogados são analisados, a fim de compreendermos as motivações e restrições para que essa decategorização ocorra. Sobre as características mais diretamente relacionadas ao adjetivo observamos que adjetivos avaliativos são mais freqüentes que os descritivos; os adjetivos que sofrem o processo em análise são mais freqüentes no discurso do que aqueles que bloqueiam o uso adverbial; na maioria dos casos, o adjetivo adverbializado não apresenta correspondência semântica com o advérbio em -mente; por fim, o adjetivo adverbializado tende a apresentar posição mais fixa na sentença imediatamente após o verbo a que se refere. Já sobre os fatores mais vinculados ao verbo que sofre modificação pelo adjetivo adverbializado constatamos que, na maioria dos exemplos, ele é empregado intransitivamente na frase; os verbos materiais são os mais freqüentes no contexto em análise; os verbos catalogados apresentam maior variedade do que os adjetivos e aqueles que mais se repetiram apresentavam, na maioria das vezes, o mesmo adjetivo adverbializado, formando uma estrutura mais fixa. Fatores de motivação extralingüística também foram observados e demonstraram que falantes adolescentes ou adultos, com baixo grau de escolaridade e em elocução informal tendem a favorecer o uso de adjetivos adverbializados. Os resultados obtidos na análise apontam a instabilidade categorial entre adjetivos e advérbios como um processo de gramaticalização. Entre eles, temos: o caráter mais abstrato dos adjetivos que formam a estrutura em análise; sua alta freqüência, se comparado àqueles que não permitam uso adverbial; a fixação de posição imediatamente após o verbo; os adjetivos adverbializados constituem uma série fechada e, muitas vezes, formam uma expressão mais cristalizada; por ocorrerem, preferencialmente, na fala coloquial, apresentam maior freqüência no discurso, facilitando a gramaticalização.

Tania Castro Soares

Título: Projeções Metonímicas em Afásicos de Broca

Orientador: Lilian Ferrariv Páginas: 87


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Esta dissertação objetivou comprovar, e posteriormente entender a dificuldade de compreensão de metonímias pelos afásicos de Broca observada na prática fonoaudiológica, embora classicamente não existam descrições aprofundadas em relação e este processo semântico-pragmático em tais pacientes. Utilizando a teoria dos espaços mentais, que se mostrou um instrumento refinado e valioso para a análise do fenômeno de projeção metonímica, constatou-se que os pacientes apresentaram dificuldades em utilizar um item lexical para representar outro item com o qual estabelece uma relação de contigüidade, revelando dificuldades tanto sintáticas quanto semântico-pragmáticas. Tais conclusões são importantes para a elaboração de estratégias terapêuticas na reabilitação de afásicos e para futuros trabalhos sociocognitivos visando a entender melhor o funcionamento da linguagem a partir de déficits lingüísticos.

Eliaine de Morais Belford

Título:Topicalização de Objetos e Deslocamento de Sujeitos na Fala Carioca: Um Estudo Sóciolingüístico

Orientador:Vera Lúcia Paredes Pereira da Silva Páginas: 90


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Este trabalho analisa dois entre os tipos de Construções de Tópico classificados pela teoria lingüística, a saber: topicalizações e deslocamentos à esquerda. O estudo em questão é uma análise empírica, feita com base em entrevistas sociolingüísticas do projeto PEUL/UFRJ, realizadas em 1999/2000. Como tais construções podem ser encontradas em variação na fala, o estudo seguiu a abordagem da Sociolingüística Variacionista Laboviana associada a princípios funcionalistas. A análise estatística confirmou a significância dos fatores de natureza discursiva nas construções analisadas. Assim, em relação a TOPs, os fatores que mostraram maior relevância foram a transitividade do verbo e o status informacional do SN. Já para DEs, foram relevantes a presença ou não de elementos interferentes entre o SN e seu comentário e a natureza do verbo. Do ponto de vista das variáveis sociais, não houve achados significativos. Os resultados reafirmaram a relevância da noção de tópico na organização do discurso do português falado.

Aline Rodrigues Benayon

Título: A Emergência de Padrões Fonológicos: A Aquisição dos Ditongos Decrescentes Orais do PB

Orientador:Christina Abreu Gomes Páginas: 148


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O objeto deste estudo é a aquisição de núcleos silábicos complexos, especificamente de ditongos decrescentes orais do português brasileiro a partir dos postulados da Fonologia de Uso (Bybee, 2001) e da Fonologia Probabilística (Pierrehumbert, 2003). A dissertação dividiu-se em três etapas: verificação da proposta de Bonilha (2003), desenvolvida dentro da teoria da otimalidade, que propõe um ranqueamento de restrições fonéticas e silábicas para aquisição dos ditongos; análise das freqüências de tipos de ditongos e do status morfológico das palavras na aquisição e análise da variabilidade entre [ey] ~ [e] e [ay] ~ [a]. Para tal, constitui-se uma amostra da fala de crianças em idade pré-escolar, que foi dividida em oito faixas etárias (2; 2:3; 2:7; 3; 3:3; 3:7; 4; 4:6). Os dados apontam os seguintes resultados: a aquisição dos diversos tipos de ditongos não é explicada apenas por aspectos fonológicos, mas também pela freqüência de itens lexicais; os ditongos com freqüência de token alta, como /aw/ e /ew/ são adquiridos primeiroque os de freqüência mais baixa; o status morfológico das palavras parece influenciar a aquisição de certos ditongos. Assim, [єj] presente na forma plural dos substantivos terminados em – el, (anel, papel), possivelmente, depende da aquisição desse plural. Já em relação ao estudo da variação, observou-se que o uso da forma monotongada é quase categórico. Daí, postula-se que as redes de conexões de /ey/ e /ay/ em contexto variável são fracas, já que as crianças mais novas ainda não adquiriram um número considerável de itens lexicais que o possuem, impossibilitando a generalização deste padrão. As crianças mais velhas aumentam o uso da forma ditongada, o que possibilita dizer que mais itens foram adquiridos, tornando as conexões mais fortes a ponto de ocorrer o reforço desse ditongo. Há evidências de que as crianças adquirem a distribuição dos contextos de ocorrência das variantes, incluindo as restrições fonotáticas e os contextos variáveis da fala dos adultos.

Sylvia Cristina Barbosa Vianna

Título: Em busca de subisídios para o conhecimento da Dislexia em alunos da EJA: uma abordagem sobre leitura e cálculo

Orientador: Maria Cecília de Magalhães Mollica e Marisa Leal (co-orientadora) Páginas: 126


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Tendo em vista a realidade das dificuldades para o aprendizado de alunos adultos em processo de alfabetização, o objetivo principal deste trabalho consiste na investigação de dificuldades no que se refere à leitura e à matemática, considerando as possíveis relações entre as duas áreas. Para isso, houve a aplicação de testagens em alunos inseridos no Programa de Alfabetização da UFRJ. Os experimentos abrangem algumas habilidades e conhecimentos prévios considerados fatores cruciais de influência para a aprendizagem. Para proceder à análise dos resultados dos testes tomamos como suporte teórico os autores Ferreiro (1999), Vygotsky (1998), Garcia (1998), Palacios (2004), Scliar-Cabral (2004) e Freire (1997). Constatamos, em linhas gerais, que as dificuldades de aprendizagem em leitura e também em matemática, enquanto diagnóstico para alfabetizandos adultos, carece de pesquisas que considerem peculiaridades no que se refere à natureza da aprendizagem e influência de fatores extrínsecos. As dificuldades encontradas na pesquisa não podem, entretanto, serem enquadradas em casos típicos, dado que os parâmetros observados não permitem atestar que haja relações conclusivas entre as dificuldades de leitura e cálculo. O tempo de afastamento da escola parece influenciar alguns diferenciais em resultados específicos para cada uma das áreas.

Julia Scamparini Ferreira

Título: A Interpretação sociocognitiva dos dêiticos no discurso

Orientador: Lilian Vieira Ferrari Páginas: 133


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Esta dissertação enfoca o fenômeno da dêixis no Português Brasileiro sob a perspectiva da teoria dos espaços mentais. Argumenta-se que aspectos polissêmicos dos dêiticos podem ser explicados com base em processos cognitivos de mesclagem que envolvem o ground dêitico prototípico e grounds alternativos de diferentes tipos. Dentre as vantagens da análise proposta, destaca-se a explicação unificada do significado dos dêiticos de pessoa (nós), lugar (aqui) e tempo (hoje) que ocorrem no mesmo espaço-mescla.

Adriana Leitão Martins

Título: Conhecimento lingüístico de aspecto no português do Brasil

Orientador:Celso Vieira Novaes Páginas: 228


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Esta dissertação tem como principal objetivo investigar a expressão do aspecto verbal no português do Brasil por meio da análise dos aspectos perfectivo e imperfectivo e habitual e progressivo. Toma-se como base a proposta de Aspecto como um nódulo sintático e a proposta de Comrie (1976) a respeito da distinção aspectual básica nas línguas, ou seja, a distinção estabelecida entre perfectivo e imperfectivo, já que habitual e progressivo seriam subdivisões do aspecto imperfectivo. Para a realização deste estudo, selecionaram-se 24 (vinte e quatro) indivíduos falantes do português do Brasil. A esses indivíduos, foram aplicados dois testes desenvolvidos, a saber: um teste de preenchimento de lacuna e um teste de relacionamento imagem-sentença. Além disso, foram analisados trechos de fala espontânea. A partir dos resultados obtidos nos testes e da fala espontânea transcrita, foi possível reforçar a idéia da existência de uma distinção aspectual básica no português do Brasil e propor uma possível configuração para o nódulo de Aspecto na árvore sintática.