Neste quadriênio foram defendidas 15 dissertações.

Útlima atualização 08/05/2017

Aline de Azevedo Ferreira

Título: Avaliação fonológica de crianças com distúrbio específico da linguagem sob a ótica da fonologia de uso

Orientador:Christina Abreu GomesPáginas: 88


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O objetivo deste estudo foi checar o conhecimento fonológico de oito crianças com diagnóstico de Distúrbio Específico de Linguagem (DEL), comparando com os dados de crianças com desenvolvimento típico (grupo controle), com idades entre 4 a 6 anos, a partir da Prova Fonológica do Teste ABFW (nomeação e imitação), fazendo uma análise segundo os pressupostos da Fonologia Probabilística ou Fonologia de Uso. Foram analisados os casos de discrepância entre o alvo e a produção da criança em função das categorias do test e, procurando identificar se há relação entre a incidência de tipos de erros relacionados aos diferentes graus de abstração propostos na fonologia de uso e o tamanho do léxico da criança. Os dados obtidos no grupo DEL indi cam um maior comprometimento nas estruturas que envolvem a representação ma is abstrata dos itens (coarser-grained representation), ao passo que as alterações que envolvem a representação fonética mais detalhada (fine-grained phonetic representation) são menos freqüentes. Os resultados também sugerem uma relação entre conhecimento fonológico e o tamanho do léxico para as crianças DEL

Sonia Monteiro Mendes

Título: Empréstimos do inglês: Análise otimalista da adaptação fonética da seqüência –ing, em Final de sílaba, às estruturas silábicas do português do Brasil- dialeto carioca

Orientador: Myrian Azevedo de Freitas e Carlos Alexandre Gonçalves (co-orientador)Páginas: 64


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Estudo comparativo buscando a ocorrência dos marcadores discursivos e proposta de classificação dos mesmos nos seus aspectos discursivos e interpessoais. Buscou-se a partir da ocorrência dos marcadores discursivos na fala espontânea de indivíduos com a Síndrome de Asperger, a partir do banco de dados de Mousinho (2003), e de grupo controle constituído a partir de entrevistas realizadas pelo autor. O embasamento teórico é o funcionalismo especialmente em seus processos de mudança gramaticalização e discursivização. A hipótese criada é a de que a ocorrência e habilidade no uso dos marcadores discursivos por indivíduos com síndrome de Asperger está condicionado à suas habilidades semântico-pragmáticas. Concluiu-se que a diferença quanto a ocorrência dos marcadores discursivos não foiquantitativamente relevante, mas que os marcadores discursivos interpessoais, que expressam as habilidades pragmáticas foram mais utilizados conforme o aumento no êxito das testagens semântico-pragmáticas.

Filipe Viana Luiz Albani

Título: Ordenação do advérbio sempre no português arcaico e no contemporâneo

Orientador: Maria Maura CezarioPáginas: 89


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Estudo dos usos do advérbio sempre em livros religiosos católicos do português arcaico e do contemporâneo, tendo por objetivo detectar mudanças nesses usos na passagem do português arcaico para o contemporâneo. Esta pesquisa segue os princípios do funcionalismo norte-americano, observando a sintaxe do advérbio sempre em relação ao verbo, levando em conta também os contextos em que ele aparece. Assim, os dados foram analisados segundo fatores elaborados após a observação dos dados, seguindo a freqüência de uso do advérbio sempre e os subprincípios funcionalistas de iconicidade e transitividade, bem como a teoria da gramaticalização lato sensu. Os principais resultados desta dissertação são um estudo sobre um advérbio pouco estudado, abrindo um campo de análise que pode ser aprofundado com pesquisas futuras; a testagem de hipóteses lingüísticas, demonstrando a aplicabilidade desses fatores em língua escrita; por fim, a detecção de um processo de gramaticalização lato sensu em processo, indicando a possibilidade de futura fixação da posição do advérbio sempre. Desta forma, consideramos este estudo mais um passo para o estudo da área de advérbios e uma contribuição para os estudos lingüísticos para a área do funcionalismo norte-americano e da gramaticalização.

Marcia da Silva Mariano Lessa

Título:Ordenação de circunstanciais temporais na escrita:uma comparação entre português e inglês

Orientador: Maria da Conceição de Paiva Páginas: 100


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Este trabalho focaliza a ordenação de circunstanciais temporais na escrita e inclui advérbios e sintagmas prepositivos. Propomos um estudo comparativo entre português e inglês, a partir de textos jornalísticos, coletados em jornais brasileiros e americanos, representativos de dois gêneros distintos (reportagens e editoriais). O objetivo principal dessa dissertação é verificar padrões de ordenação dos circunstanciais temporais, a fim de identificar uma ordem não marcada desses constituintes nas duas línguas. Procuramos, também, verificar diferenças e semelhanças na ordenação desses elementos nas duas línguas e depreender em que contextos essa ordem é violada ou favorecida. Partindo da hipótese de que a variação na ordem de circunstanciais temporais é um fenômeno multifatorial, analisamos fatores de ordem sintática, semântica e discursiva. Dentre esses fatores, destacamos a correlação entre a posição do circunstancial e a estrutura tema/rema da oração, as diversas funções discursivas que os circunstanciais podem desempenhar na organização textual, a seqüência desses elementos na oração e o gênero textual em que eles ocorrem. Para uma análise mais sistemática desses fatores, utilizamos o instrumental metodológico da Teoria Sociolingüística Variacionista. A partir dos resultados encontrados, verificamos que os sintagmas prepositivos tendem a se posicionar nas margens da oração, mas evitam posições mediais. Os advérbios variam sua posição entre as margens e as posições mediais, de acordo com cada língua. Notamos que a violação da ordem não marcada ocorre em contextos específicos. Depreendemos, ainda, que a variação de ordenação dos circunstanciais temporais desempenha papel relevante no ato comunicativo, embora de forma distinta no português e no inglês. No português, a variação na ordem dos circunstanciais temporais parece ser mais produtiva numa organização macro-discursiva e, no inglês, numa organização micro-discursiva.

Luciana de Castro Lyra

Título:Uso de marcadores discursivos na fala de indivíduos com Síndrome de asperger

Orientador:Mário Eduardo MatelottaPáginas: 79


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Estudo comparativo buscando a ocorrência dos marcadores discursivos e proposta de classificação dos mesmos nos seus aspectos discursivos e interpessoais. Buscou-se a partir da ocorrência dos marcadores discursivos na fala espontânea de indivíduos com a Síndrome de Asperger, a partir do banco de dados de Mousinho (2003), e de grupo controle constituído a partir de entrevistas realizadas pelo autor. O embasamento teórico é o funcionalismo especialmente em seus processos de mudança gramaticalização e discursivização. A hipótese criada é a de que a ocorrência e habilidade no uso dos marcadores discursivos por indivíduos com síndrome de Asperger está condicionado à suas habilidades semântico-pragmáticas. Concluiu-se que a diferença quanto a ocorrência dos marcadores discursivos não foiquantitativamente relevante, mas que os marcadores discursivos interpessoais, que expressam as habilidades pragmáticas foram mais utilizados conforme o aumento no êxito das testagens semântico-pragmáticas.

Leila Maria Tesch

Título:A Variação no Âmbito do Irrealis entre as Formas do Futuro do Pretérito e Pretérito Imperfeito do Indicativo na Fala Capixaba

Orientador: Vera Lúcia Paredes Pereira da SilvaPáginas: 153


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Este trabalho analisa a variação entre as formas do futuro do pretérito e do pretérito imperfeito do indicativo, sintéticas (amaria e amava, respectivamente) e perifrásticas (iria amar e ia amar, respectivamente), na expressão de informação no âmbito do irrealis, na fala de informantes capixabas. Com base nos princípios daSociolingüística Variacionista, foram investigados os contextos lingüísticos e sociais correlacionados à variação estudada. O corpus pertence ao banco de dados do projeto “O português falado na cidade de Vitória”. No conjunto, os resultados demonstraram um uso equilibrado entre as formas de futuro do pretérito e pretérito imperfeito do indicativo. Analisando-se separadamente os verbos não modais e modais, aqueles foram mais utilizados no futuro do pretérito e estes, no pretérito imperfeito do indicativo, além de inibirem as formas perifrásticas. Os três fatores sociais (sexo, faixa etária e escolaridade) foram selecionados pelo programa computacional Goldvarb (versão 2001). A forma perifrástica IA + verbo foifavorecida nos falantes mais jovens, em verbos não-modais, resultado que pode indicar um processo de mudança em curso. Em relação aos fatores lingüísticos investigados, o paralelismo, o tipo de texto, a saliência fônica, a extensão lexical e o ambiente sintático-semântico foram significantes para a escolha das variantes. Em relação ao processo de gramaticalização do verbo IR com a noção de irrealidade em auxiliar, o estudo mostrou resultados relevantes, tendo em vista afreqüência de tipo e de ocorrência. Complementaridade entre os modos de organização narrativo e descritivo no gênero História em quadrinhos dentro da perspectiva das etapas narrativas propostas por Labov e Waletzky (1972) e dos enquadres dos planos descritivos estabelecidos por Rincón (1996) e Rama & Vergueiro (2004)

Renata Sholl Vernet

Título: Processamento de frases contendo sintagmas preposicionais estruturalmente ambíguos: um estudo comparativo entre sujeitos com a Síndrome de Asperger e grupo controle

Orientador: Marcus MaiaPáginas: 237


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Esta dissertação se propõe a investigar, em português do Brasil, as estratégias de parsing empregadas por sujeitos com a Síndrome de Asperger, comparando-as com as utilizadas por sujeitos sem a síndrome, na leitura de frases contendo sintagmas preposicionais (SP) estruturalmente ambíguos, procurando observar se a relação estrutural desses constituintes com seu núcleo (adjunto/argumento) e o tipo de segmentação (alta/baixa), interagem e afetam o seu processamento durante a compreensão. Teremos como orientação teórica neste estudo, duas hipóteses: o Princípio de Aposição Mínima (Frazier e Clifton 1979, 1982) e a Hipótese da Prosódia Implícita (HPI). De acordo com o principio de Aposição Mínima, quando confrontado com ambigüidades sintáticas o processador escolhe a estrutura com menos nós. A Hipótese da Prosódia Implícita (Fodor 1998; 2002), afirma que tanto a estrutura sintática como a estrutura prosódica são computadas durante a leitura, podendo a prosódia exercer influência sobre a escolha alternativa de aposição de constituintes.

Fernanda de Carvalho Rodrigues

Título:Dissociação de tempo e aspecto no processamento sintático on-line

Orientador:Celso Vieira Novaes Páginas: 112


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Esta dissertação tem dois objetivos: investigar se há dissociação no processamento de tempo e aspecto e, com isso, buscar um melhor entendimento sobre o modo como esses traços estão mentalmente representados, e investigar a pertinência da proposta de Comrie (1976) de que só existiriam dois aspectos básicos nas línguas – operfectivo e o imperfectivo. Tomando como base a proposta de Comrie (op. cit.) sobre a categoria aspecto, foram desenvolvidos dois experimentos on-line de leitura automonitorada, que visavam a investigar o impacto que a mudança de tempo e de aspecto impunha ao processamento de sentenças. Para a realização do estudo, foram selecionados quarenta e oito indivíduos falantes do português do Brasil. Após o processamento estatístico dos dados, foi constatada uma possível indicação dedissociação no processamento de tempo e aspecto quando uma frase com aspecto imperfectivo, ora no tempo passado ora no tempo presente, era proposta após um conjunto de frases no aspecto perfectivo. Alguns indivíduos processaram as frases no tempo passado mais rapidamente do que no tempo presente enquanto outros indivíduos fizeram exatamente o contrário. Esse contraste pode ser interpretado de duas maneiras: um determinado conjunto de indivíduos processa tempo e, em seguida, aspecto, indicando que esses traços podem estar representados em nódulos diferentes; o outro conjunto, uma vez exposto ao tempo presente, assumiria que o aspecto em questão diz respeito ao imperfectivo, na linha proposta por Comrie (op. Cit.), indicando talvez que esses traços possam estar representados num mesmo nódulo. Diante do quadro exposto, não há elementos para refutar a hipótese de Comrie supra-citada.

Keylla Cristiani Manfili

Título: Uma análise funcionalista do uso das construções com ONDE no português do Brasil

Orientador:Maria Luiza Braga Páginas: 123


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Nosso trabalho focaliza o uso da palavra onde em retomada anafórica a entidades locativas e não-locativas, na modalidade escrita, utilizando como corpus ocorrências extraídas de textos jornalísticos de grande circulação nacional (Folha de São Paulo e O Globo), em consonância com a teoria dos gêneros textuais. Assim sendo, os gêneros selecionados para efetivação do estudo foram: editorial e crônica. Concebemos nosso objeto de estudo como uma variável dependente binária e analisamos os dados empíricos à luz de categorias lingüísticas e extralingüísticas, recortadas como variáveis independentes, no espírito da sociolingüística laboviana.

Juliana Pereira

Título: O Desenvolvimento da Consciência Fonológica e o Processamento Auditivo em crianças daúltima série do ensino infantil.

Orientador:Maria Maura da C. CezarioJuliana Pereira Páginas: 104


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O objeto deste estudo é a aquisição e o desenvolvimento da consciência fonológica antes do processo de alfabetização e sua correlação com o processamento auditivo em crianças cursando o Jardim 3 com idades entre 5 anos e 2 meses e 6 anos e 1 mês . Os postuladosutilizados foram da Fonologia de Uso (Bybee,2001). A pesquisa dividiu-se em três etapas: aplicação do teste de consciência fonológica, avaliação do processamento auditivo e interpretação dos resultados encontrados. Os dados encontrados apontam os seguintes resultados: as habilidades de rima, aliteração, síntese e segmentação silábica estão plenamente desenvolvidas nessa faixa etária de acordo com o protocolo do teste de consciência fonológica utilizado (Capovilla & Capovilla, 1998). Os resultados das habilidades de transposição e manipulação silábica apresentaram alto desvio padrão. Ao analisar tais resultados poderíamos sugerir que tais habilidades não são plenamente desenvolvidas nessa faixa etária, porém observamos que os itens utilizados na avaliação destas habilidades não possuem correspondência fonética quando é feita a manipulação, tal fato pode estar contribuindo para o resultado dispersivo encontrado na amostra. Soma-se a isso o fato de que para que tais provas fossem realizadas com eficácia seria necessário dissociar o significado do significante, o que ainda não pode ser realizado nessa faixa etária. Vale ressaltar que toda a amostra apresentou resultados adequados na avaliação do processamento auditivo.

João Ricardo Melo Figueiredo

Título: Conhecimento lingüístico do aspecto no português do Brasil

Orientador:Myrian Azevedo de Freitas Páginas: 120


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Este trabalho analisa a variação e mudança no uso do pronome mim e sua ausência como sujeito de orações infinitivas iniciadas por “para”- para + 1PS + Infinitivo (para mim fazer vs. para Ø fazer) na fala informal do Rio de Janeiro. Com base nos princípios teóricos metodológicos da Sociolingüística Variacionista, foram investigados contextos lingüísticos e sociaiscorrelacionados às variantes mim vs. Ø Foram constituídos dois corpora a partir das amostras Censo (constituída em torno de 1980) e Tendências (constituída em torno de 2000) pertencentes ao banco de dados do Projeto PEUL/UFRJ. Na análise em separado duas amostras foram selecionados pelo Programa Computacional Goldvarb 2001, na Amostra Censo, os fatores lingüísticos: função sintática da infinitiva, paralelismo, tipo de texto, modalidade, co-referência de sujeitos e natureza semântica do verbo da principal e os fatores sociais: idade e idade e escolaridade. Na Amostra Tendências, foram selecionados os fatores lingüísticos: função sintática da infinitiva, paralelismo e co-referência de sujeitos. Além destes foi analisado o contexto modalidade. Entre os fatores sociais, foram selecionados: idade, idade e escolaridade e, por último, escolaridade e gênero/sexo. A comparação das duas amostras revelou que os fatores lingüísticos não apresentam mudanças relevantes. Ao contrário, os fatores sociais apontam um complexo processo de mudança em andamento sob a pressão de duas normas de prestígios antagônicas.

Carolina Moreira Chedier

Título: Perfil de figura fundo em crianças com e sem queixas escolares

Orientador:Maria da Conceição A. de Paiva e Maria Luiza Braga (co-orientadora) Páginas: 106


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Esta dissertação de mestrado buscou critérios a fim de melhor entender as dificuldades de compreensão de leitura, apresentadas por pacientes com transtorno de aprendizagem. Para isso, lançou mão da lingüística funcional relacionando transitividade e figura/fundo com leitura e escrita. Na análise dos resultados, pudemos comprovar que a noção de figura-fundo favorece o entendimento do texto, pois as crianças que apresentaram uma melhorcompreensão foram as que conseguiram recontar um número maior de orações. Além disso, ficou clara a dificuldade de leitura nas crianças com problemas de aprendizagem, porque essas tiveram dificuldades na recontagem do texto, identificando poucas orações. ALingüística Funcional foi extremamente eficaz no suporte à pesquisa com esses pacientes, uma vez que aborda fenômenos que se confirmaram como bons parâmetros para a análise de pessoas com transtornos importantes nas estruturas narrativas.

Ana Carla Ziner Nogueira

Título: Conhecimento lingüístico do aspecto no português do Brasil

Orientador:Lúcia de S. T. Dantas B. Quental Páginas: 228


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A questão da política oralista versus bilingüismo para os surdos brasileiros tem sido uma questão não bem resolvida. A idéia de que o português instrumental deve ser a segunda língua dos surdos brasileiros esbarra no fato de que muitos desses indivíduos não aprenderam a LIBRAS como sua língua materna, carecendo, portanto, de uma primeira língua. Dentro deste quadro, a inclusão de pessoas surdas em escolas regulares tem sido uma das maioresdiscussões da área da educação e da lingüística. A escola, em seu papel de instituição socializadora, seguia o viés da reabilitação do surdo para operar na sociedade como sujeito “normal”, um “ouvinte sem ouvir”. Essa prática trouxeum sério deficit para o desenvolvimento dessas pessoas. A sala de recursos nas escolas regulares pode ser vista por alguns interessados no tema “surdez e educação” como um lugar de ação pedagógica habilitadora, não reconhecendo as diferenças lingüísticas e culturais dos surdos e pouco ajudando na tarefa de dar-lhes umaeducação eficiente. No entanto, na escola estudada nesta pesquisa, a sala de recursos não apresenta essa ação pedagógica. Ao contrário, nela, alunos aprendem, ou reforçam seus conhecimentos de LIBRAS ao mesmo tempo em que re-significam suas identidades culturais surdas, adotando um modelo para a identidade surda local. Com base nos métodos de pesquisa da Etnografia da Comunicação, o tema deste trabalho “língua, cultura e identidades surdas numa escola inclusiva” foi abordado, buscando compreender o significado criado para a sala de recursos pelos seus alunos e a sua importância para os mesmos.

Aline Moraes Viana

Título: A complementariedade entre os modos de organização narrativo e descritivo no gênero História em Quadrinhos

Orientador:Maria da Conceição A. de Paiva e Maria Luiza Braga (co-orientadora) Páginas: 133


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Complementaridade entre os modos de organização narrativo e descritivo no gênero História em quadrinhos dentro da perspectiva das etapas narrativas propostas por Labov e Waletzky (1972) e dos enquadres dos planos descritivos estabelecidos por Rincón (1996) e Rama & Vergueiro (2004) .

Jaqueline da Silva Gonçalves

Título: Gramaticalização do item DEPOIS na fala carioca: uma abordagem funcional

Orientador:Maria Maura da C. Cezario Páginas: 116


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Neste trabalho, temos como objetivo principal observar a trajetória metafórica do item depois que, em decorrência do uso, enfraquece sua característica temporal, passando a assumir outros usos mais polissêmicos até chegar a conector, através da gramaticalização. Deste modo, investigamos os usos polissêmicos e gramaticalizados que o item depois apresenta, tomando como contexto de análise desse item produções orais da comunidade do Rio de Janeiro: corpus Nurc, corpus Varport e corpus PEUL. Para a análise dos fenômenos mencionados, tomamos como fundamentação teórica o funcionalismo norte-americano, mais precisamente a teoria da gramaticalização, baseando-nos especialmente em Heine (2003). Essa perspectiva teórica investiga os fenômenos lingüísticos observados no uso da língua em contexto real e as motivações para o uso de determinados itens lexicais no mesmo contexto. Os usos encontrados para o item depois neste trabalho são: temporal, espacial, seqüencial, contrastivo e aditivo. Constatamos, assim, que esse item apresenta, em decorrência do uso, novas funções, diferentes da função prototípica (a temporal) e chega a conector, isto é, passa a organizar as informações no discurso através da trajetória espaço > tempo > texto.